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O hauçá da Dida

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Cê vê que a idade veio quando uma noite bebendo no bar se torna três dias com uma ressaca irritante que não te deixa, não importa quantos copos esvazie ao lado da cama. É, eu to ficando velha. Mas esse é um papo para outros bares. Agora vamos ao que interessa. 

Amô na mesa do bar

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Vocês já perceberam como a sensação do tempo é muito relativa? A sensação de uma semana passar voando, como horas, enquanto dois dias demoram anos. Não, antes que perguntem, não estou sob efeito de drogas pesadas nem tylenol. É apenas uma constatação de uma pessoa cansada, feita em  uma segunda-feira à noite, pós-banho, depois de um longo dia cansativo que mais pareceu uma quarta-feira qualquer.  Enfim, viagens a parte, como muitos sabem (e minha postagem no facebook denunciou), fui assaltada na semana passada. Nada aconteceu, na verdade, mas meu celular foi embora e com ele, todos os rascunhos de novos postagens para o blog. Talvez explique o qualidade questionável de um post que começa com uma filosofia barata como esse...

A partilha

Contigo, ficou minha blusa, um par de livros e toda a coletânea de Vinícius. Comigo, os cabides, uma calça jeans, alguns chás e sua blusa antiga de escola. O casaco amarelo, você não me deixou levar.  O mar dividimos as vezes, cada um em seu lugar. Peguei de volta o travesseiro e roubei ainda a toalha de praia. A minha canga, você perdeu.  A prancha de surfe eu guardei, na esperança de você buscar. Para trás, ficaram os sabonetes e xampús, na pia do banheiro, e o resto do jantar, na geladeira. As plantas nós esquecemos sem querer.  Você levou a carta, ainda com as palavras bobas, e um presente para sua mãe. Eu guardei o desenho. No corredor, o lixo ficou fora da lixeira.  Já a saudade, ela ficou naquela casa de terceiro andar, sem elevador, e com a vista pra rua.

O vô e a fazenda

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Cresci numa fazenda. Morei a vida inteira na cidade, mas passava as férias lá sempre que dava. Linda, dessas de fazer gosto à vista. Tão grande que ia até onde os olhos não chegam. Tinha uma rede de vôlei e um campinho de um lado. No outro, ficava o pomar em que a gente comia manga. Um caminho de terra levava até o lugar que ficavam as vacas, onde íamos de manhã pegar leite. Depois seguia até mais longe, indo pro campo de café - mas, lá, acho que só fui uma vez. Era tão enorme que vô dizia que até as montanhas eram nossas. Morro do Catatau. Hoje em dia eu até duvido, mas me lembro de ficar impressionada quando ele apontava praquele urso gigante deitado no nosso quintal. Também tinha um sauna, em que ficávamos até tarde para poder dar um último mergulho na piscina. Ideia do vô. Havia ainda uma pista de avião e um abrigo antibombas. Outras ideias do vô.

Bruschetta vagabunda

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famigerado lanche pós-trabalho Não, eu sei que não parece bonita. Com certeza não é um prato mágico digno do Master Chefe e, claramente, seria jogado no lixo pelo Gordon Ramsay. Mas, engana.

O início do início

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Antes de mais nada, esse não é um blog sério. Repetindo. Não é um blog sério.   Agora que todos foram todos bem avisados, acho que podemos começar. O que é o "Mesa para a Cozinha"? Bem, eu não faço a mínima ideia, mas como tudo na vida precisa de uma definição, vamos chamá-lo por agora de um diário gastronômico — pois é, eu disse que não seria um blog sério. Antes que pensem que tenho complexo de inferioridade — vão ver que é o oposto —, preciso explicar porquê nada aqui é sério. Primeiro, eu não sei cozinhar. Não cozinho o mínimo para poder se considerada amadora. Não. Falta-me muito para chegar ao amadorismo — as incontáveis vezes que arruinei meus ovos fritos comprovam isso. Mas, talvez, o simples fato da minha habilidade culinária ser próxima ao nulo que faça a graça do blog.