O hauçá da Dida

Cê vê que a idade veio quando uma noite bebendo no bar se torna três dias com uma ressaca irritante que não te deixa, não importa quantos copos esvazie ao lado da cama. É, eu to ficando velha. Mas esse é um papo para outros bares. Agora vamos ao que interessa. 
Como prometido e com certo atraso —, enfim minha primeira resenha do Comida di Buteco. Nossa corrida começa num lugar escolhido a dedo pelo meu fiel companheiro de copo, João Ricardo, o famoso Seu Jacks. Ele, que teve o cuidado de ver todas opções até chegar no prato ideal, decidiu por nada menos do que o Dida Bar, na Praça da Bandeira.
Cestinha de Hauçá

Olha, antes de começar a falar sobre o prato em si, queria desabafar sobre como a vida é irônica. Quem me conhece sabe do meu ódio por arroz. Não é só que não goste, é raiva mesmo. Uma das coisas que mais me tira do sério é quando colocam arroz na minha sopa. Canja, pra mim, é uma aberração da natureza. O tradicional feijão com arroz então? Nem me fale. Enfim, deu pra ver que não gosto mesmo do negócio. Então, obviamente, evitaria comer algo que eu detesto, principalmente se esse for o primeiro prato que falarei no blog, né? Claro que não. 

Por ironia do destinho, o Jacks me levou logo para comer uma cestinha de arroz de hauçá. E, ó, vou te falar. Que trem bom! Essa fotinho aí que tirei não faz jus ao que estamos falando. E estamos falando de  segundo o próprio site do concurso , "uma deliciosa cestinha de arroz com carne seca, recheada de camarão e acompanhada de molho a base de camarão".

Mas, afinal de contas, o que é um arroz de hauçá? Quem me explicou foi a dona do Dida Bar: a própria Dida. A receita tem origem na Nigéria e é típica do Nordeste do Brasil, especialmente na Bahia. Segundo a Dida, esse é o prato favorito do Jorge Amado. Dá para entender porque.

O hauçá da Dida vem em forma de uma cestinha que mais parece um bolinho. O tempero é maravilhoso, esse molhinho é levemente picante e a apresentação é um charme. Minha única reclamação é que falta um pouco de carne seca. Poderia ter bem mais no prato, achei pouco, mas isso não diminui o gosto da comida. 

Um ponto que vale a pena ressaltar é o que é o Dida Bar? Esse espacinho da África no meio da Barão de Iguatemi conquista para quem gosta de um boteco mais ajeitadinho, quase com um toque gourmet, mas sem perder a essência. Como a Dida me explicou, em determinados dias da semana, o lugar tem música ao vivo, como jazz, MPB e samba. Rola até um pagodinho. Vale a pena dar uma passada por lá só para conferir. Para ver quando isso acontece, é só ir na página do facebook do Dida Bar. O único problema é que durante esse mês da Comida di Buteco, por causa do concurso, não vai rolar nenhum evento esse mês, mas já dá pra deixar marcado na agenda.

Ó. Sendo bem sincera, acho que essa é a resenha foi bem furreca. Prometo melhorar na próxima. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O início do início