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Mostrando postagens de abril, 2017

O hauçá da Dida

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Cê vê que a idade veio quando uma noite bebendo no bar se torna três dias com uma ressaca irritante que não te deixa, não importa quantos copos esvazie ao lado da cama. É, eu to ficando velha. Mas esse é um papo para outros bares. Agora vamos ao que interessa. 

Amô na mesa do bar

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Vocês já perceberam como a sensação do tempo é muito relativa? A sensação de uma semana passar voando, como horas, enquanto dois dias demoram anos. Não, antes que perguntem, não estou sob efeito de drogas pesadas nem tylenol. É apenas uma constatação de uma pessoa cansada, feita em  uma segunda-feira à noite, pós-banho, depois de um longo dia cansativo que mais pareceu uma quarta-feira qualquer.  Enfim, viagens a parte, como muitos sabem (e minha postagem no facebook denunciou), fui assaltada na semana passada. Nada aconteceu, na verdade, mas meu celular foi embora e com ele, todos os rascunhos de novos postagens para o blog. Talvez explique o qualidade questionável de um post que começa com uma filosofia barata como esse...

A partilha

Contigo, ficou minha blusa, um par de livros e toda a coletânea de Vinícius. Comigo, os cabides, uma calça jeans, alguns chás e sua blusa antiga de escola. O casaco amarelo, você não me deixou levar.  O mar dividimos as vezes, cada um em seu lugar. Peguei de volta o travesseiro e roubei ainda a toalha de praia. A minha canga, você perdeu.  A prancha de surfe eu guardei, na esperança de você buscar. Para trás, ficaram os sabonetes e xampús, na pia do banheiro, e o resto do jantar, na geladeira. As plantas nós esquecemos sem querer.  Você levou a carta, ainda com as palavras bobas, e um presente para sua mãe. Eu guardei o desenho. No corredor, o lixo ficou fora da lixeira.  Já a saudade, ela ficou naquela casa de terceiro andar, sem elevador, e com a vista pra rua.